sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Penteados - take 1



Cheira-me que este post vai ficar muito grande e, por isso, à prevenção, vou dividi-lo em diferentes takes. Afinal são 5 anos de penteados desde o  totalmente errado ao estamos no bom caminho!

2010

Quando chegámos a África levava na mala umas fitas de cabelo, uns elásticos normalíssimos (digo: sem bolinhas como os da imagem), uns ganchos, pente e (pasmem-se) escova.
Mas o cabelo dela estava queimado e partido de uma espécie de desfrize que alguém lhe tinha feito... Com danos profundos no couro cabeludo das feridas que lhe causaram. (Falaremos mais tarde de desfrizes em crianças...)
Tinha de ter muito cuidado com o que fazia e procurar um estilo protetor. Optei por um puff pequenino, a jeito de totó.
Depois de permitir tirar os torcidos (muito provavelmente nunca tinha feito tal coisa) e lavar o cabelo com o tal shampoo de camomila, tratadas as feridas, foi hora de PENTEAR... (Coitada dela e de mim que só queria chorar por não saber o que fazer).
Em 2010, ou seja nas primeiras semanas de Rainha e mãe, usei o pente, fino (não havia outro), e escova, até perceber o crime que estava a fazer, o que não levou muito tempo. 
(Malta tive 3 dias para fazer malas e tratar da maior das aventuras das nossas vidas, OK?!)
A partir daí usava os dedos, desembaraçando os nós com todo o cuidado e com menos dor e cabelo partido possível.
Só queria Portugal e um cabeleireiro que ajudasse (levei 4 anos a encontrar um... Outro post).

2011

Chegados a Portugal, cortámos algum cabelo (o queimado) para acertar tamanho (porque parte do cabelo tinha partido a meio com o desfrize...) e fomos tentando hidratar profundamente além de continuar a cuidar do couro cabeludo.
Como o cabelo estava pequeno fazia puffs (1 ou 2 - o típico orelhas de Minnie) ou deixava solto com uns ganchos a enfeitar de lado (e ficava LINDA!).
Mas... O que vocês vêem na imagem era o real: rainha sentada no chão com ar de frete, eu no sofá, creme para pentear (leave-in) e acessórios (aos milhares para ela escolher).
Confesso que ficava linda e ela amava o resultado final (vaidosa....),  mas não gostava nada destes momentos... Claro! O puxar do cabelo, o amarrar com alguma força porque os estupores dos caracóis pequeninos atrás fugiam a toda a hora! Ah... Mas eu ganhava! Coitada...

O que aprendi rapidamente nesta primeira fase do pentear?

  1. Cabelo seco nunca! Pentear com pente só no banho.
  2. Tirar nós no banho e com acondicionador (à época usava quilos de amaciador e máscara)
  3. Os melhores elásticos são os das bolinhas e não se usam como os outros normais. Pode parecer estúpido mas eu não sabia usa-los no início. É agarrar o totó com a mão, segurar o elástico com essa mesma mão, geralmente pelo enfeite, e com a outra mão segurar a tal bolinha, dando voltas sem fim ao totó como se fosse um cordel. No fim, a bolinha passa por cima do enfeite, segurando definitivamente o cabelo. (É preciso um tutorial? Ou eu é que não sabia usar aquilo?)
  4. Evitar pentes, só com dentes largos e no banho.
  5. Escova num cabelo 4C... Eu não recomendo mesmo! ( cabelos com números e letras?! Pois... Pede post certo?)
  6. O meu melhor amigo chama-se leave in. Usámos resmas de marcas diferentes, de todos os feitios e preços... Uns eram super pastosos (brrrrrr) e deixavam muitos resíduos e outros eram fraquinhos... Lá está os tipos de cabelo afro. Até descobrir uns sprays ótimos no supermercado e mais recentemente uns de uma marca que amo (sim ... Farei outro post sobre marcas e produtos).

Com a hidratação e o devido tempo o cabelo foi crescendo até... Dar para fazer tranças! Outra aventura e muitas lições aprendidas! Mas isso fica para o take 2.

Para quem possa estar aflito e a pensar chamar a CPCJ por maus tratos capilares à Rainha... A Rainha hoje tem um afro lindooooo e super cuidado. Mas até aqui chegar houve uma história... Bem... Várias!


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