quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Cabelos há muitos!

Desculpem a demora do novo post mas as férias já acabaram, tivemos amigos de fora a visitar-nos e ando a experimentar novos produtos e a mudar algumas rotinas capilares para dizer-vos o que penso sobre as mesmas.

Entretanto, algumas mamãs entraram em contacto por mp no Facebook essencialmente por dois motivos: que produtos usar regularmente em crianças pequeninas e saber o tipo de cabelo das suas filhas.

Para responder à primeira questão estou a testar algumas coisas naturais e irei pedir conselhos ao "cabeleireiro real". Talvez demore mais um bocadinho.

Mas podemos já tentar falar sobre a segunda questão.

Que fique bem claro aqui que não sou nenhuma expert! Sou só uma mãe que nada sabia há 5 anos e que tem lido imenso e conversado com outras pessoas sobre estas temáticas. O blog foi só uma maneira de partilhar ideias e experiências. Posso até partilhar coisas que aqui em casa funcionam bem e nas vossas nem por isso. :)

No meio destas minhas andanças, descobri que não há UM cabelo afro: há vários tipos de cabelos encaracolados, cacheados ou afros. E que cada um tem as suas necessidades. Quando descobri isso fez-se luz na escolha de alguns produtos e rotinas.

Vocês sabem qual o tipo de cabelo dos vossos filhos? E até o vosso? Podem ser bem diferentes e vocês estarem a usar os mesmos produtos ou rotinas por desconhecerem outras formas.

Vejamos a seguinte imagem que encontrei no blogue Buh Caixeiro (http://www.buhcaixeiro.com/2013/10/tabela-de-tipos-de-cachos-descubra-qual.html)



Vai desde o lisinho até ao mais encaracolado de todos: o da minha Rainha! Um misto de 4B e 4C! Até hoje noto diferença entre a parte de cima da sua coroa e a parte de trás, onde há mais cachinhos fechadinhos enquanto em cima não forma tantos e a textura é ligeiramente diferente.

Porque é que é tão importante saber que tipo de cabelo temos?

Porque o ser mais ou menos cacheado, frizado, encaracolado pode significar ser mais ou menos seco, fazer mais ou menos nós, precisar de mais ou menos hidratação, nutrição...

O cabelo da Rainha, por ser um 4B/C, é daqueles que tem os canudinhos mais fininhos e fechadinhos. Ao contrário do que se possa pensar, faz canudinhos mas muito, muito fininhos. Como são tão enrolados, a oleosidade da raíz mal consegue chegar às pontas (não chega!). Daí termos de ter muito cuidado com as mesmas para não fazerem nós e partirem. Para poder crescer bem e saudável.

O cabelo da minha filha precisa de muita hidratação, de cuidados extra com as pontas, não pode ser penteado se não no banho, convém protege-lo ao dormir, ........

Para quem está a pensar ...

E o cabelo da minha filha?
Vá ao Mr. Google e pesquise por "Tipos de cabelos". Vejam muitas imagens e procurem ler o que a cada cabelo está associado. Tenho a certeza que perceberão qual o cabelo das vossas Rainhas e descobrirão alguns truques e dicas. Cada um tem as suas especificidades.

Ainda agora ando a ler tudo sobre produtos naturais e estilos protetores para o cabelo dela.

Como é que sabemos se vai dar certo com as nossas filhotas? Experimentando... mas sempre partindo de alguns pressupostos básicos:


  1. Evitar produtos químicos nocivos (vejam no Facebook o link para o Blogue Simplesmente Mónica);
  2. Evitar produtos com sal;
  3. Não fazer nada que puxe e aperte em demasia o cabelo e o couro cabeludo para não arrancar, danificar e partir o cabelo;
  4. Não abusar do shampoo;
  5. Não esquecer a hidratação e a nutrição.
  6. Estimular sempre a auto-estima e o amor-próprio dando ao cabelo a oportunidade de mostrar a beleza natural que lhe é característica. Não usar químicos como desfrizes, relaxamentos e afins.
  7. Os produtos e penteados não são tudo! É fundamental que os nossos filhos comam de forma saudável e bebam bastante água.
Espero ter ajudado e sintam-se à vontade para expôr dúvidas em público: a dúvida de uma mãe pode ser a de muitas!

Agora vou descansar que hoje foi um tal de fazer experiências capilares cá em casa que nem vos digo... ou melhor: digo, digo, mas não é hoje.


Cabelo da Rainha hoje, mesmo antes das experiências capilares!

sábado, 22 de agosto de 2015

Bons Sonhos Rainha

"Amo-te até ao infinito e mais além. Ganhei!"

Esta frase é uma brincadeira nossa desde, talvez, os seus cinco anos. Desde então estamos sempre a ver quem é a primeira a dizer à noite ao adormecer e de manhã ao acordar. A primeira ganha!

Estas rotinas quase mágicas, como o ler uma história antes de dormir ou o falar com o anjinho da guarda, fazer algum jogo ou simplesmente conversar, são memórias que construímos e laços que estreitam ainda mais as nossas relações.

Acho que no caso de Rainhas com coroa como a minha ainda há outra rotina ao deitar: o cuidar do cabelo.

Aos poucos vão conhecendo a nossa história e percebendo que nem sempre foi fácil, nem sempre foi igual e... nunca será. Até porque os cabelos mudam e elas crescem. A ideia é empodera-las e dar-lhes autonomia aos poucos. (Andamos nessa fase)

No inicio a Rainha tinha um afro pequeno e depois de consultado o Mr. Google dormia com um lenço atado à volta da cabeça para os fios não enriçarem. Pelo menos nos sites, blogs e vídeos do youtube assim dizia... ya! Mas a miúda tinha 5 anos, não parava na cama, e vocês acham que o lenço ficava naquela cabeça a noite toda?! Pois... ficava ficava...

Então... e uma rede?! (Perguntam-me vocês o porquê da rede e eu não sei responder a não ser: foi uma bela cabeleireira que falou e eu fui logo tratar de comprar uma rede. Enfim... eu disse que tive problemas com cabeleireiros até o ano passado) A rede? Se resultou? Nada... qual quê. Saia na mesma e na verdade não protegeria os fios.

A ideia inicial era um lenço de seda ou cetim, porque o algodão é terrível para as coroas! Absorve o pouco óleo que o cabelo tem e cria tanta aderência que faz nós nos cabelinhos.

Ok... com o tempo eu desisti dos lenços e com toucas piorava. Até hoje não encontrei fronhas de cetim (mas já decidi comprar tecido e mandar fazer). Só fronhas de algodão acetinado (foi o único que encontrei mas agora que andava a preparar o blogue voltei a pensar que continua a não ser o tecido certo!)

Então o que fazíamos além da fronha? Tranças bem simples. As que davam para fazer e sem grandes preocupações a não ser não magoar a cabeça quando estava deitada.

Sim, vou fazer um post sobre tranças, mas posso adiantar que eu sei trançar desde os 7 anos. Mas tranças típicas da malta branquela como eu. Não tranças afro. O meu TOP é tranças francesas, e feitas em mim própria! :P

E chegou o dia em que a Rainha também usava dessas tranças para dormir. :)

Mas tarde, e irei explicar o motivo, voltámos ao cabelo curtinho. Agora não há tranças.

A nossa rotina à noite tem sido só a nossa frase, mas creio que não tardará e aquele afro já irá pedir outras medidas protectoras além da fronha.

Este blogue tem sido uma forma de eu avaliar este caminho e voltar a obrigar-me a refletir sobre boas práticas, atualizando os meus conhecimentos.

Nunca cheguei a fazer a fazer os Twists nela (uma técnica também conhecida por torcidos, não é a música! :P ) porque na verdade eu nunca twistei como deve ser. Ando a estudar o Twist  para brevemente ver se agora twisto melhor e se o mesmo fará parte da nossa rotina antes de dormir. Como dificilmente dará para trançar, twistamos. O cabelo pequeno twista bem. :P

Também já decidi ir às compras e atualizar o meu stock de produtos, onde irei incluir algumas coisas com potencial para ser rotina antes de deitar.

E vocês? Que rotinas têm com as vossas Rainhas antes de deitar? Partilhem aqui para que tod@s possam ver. Devo dizer-vos que há mães que seguem o blogue com muita experiência e outras a mergulhar na temática agora. Então partilhar é a chave do sucesso de tod@s, mas sobretudo das Rainhas.

Ahhh, é verdade. Há Reis por aí?


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Mudança de paradigma nas princesas



O blog não será unicamente para relatar experiências vividas mas também ideias e pensamentos (meus e vossos).

Recordo que o objetivo do mesmo não é expor a nossa (minha) família, daí a reserva que tenho procurado ter, tanto quanto possível, em relação à minha identidade e à da Rainha. Q.b. (obrigada a todos os que já perceberam quem somos e têm procurado manter o nosso cuidado).

O grande objetivo é a criação de um espaço de partilha e de reflexão em torno do cabelo africano natural e do respeito pela identidade de cada um, mas sobretudo das crianças. Todos nós somos portadores de uma história, de um identidade, trazemos raízes connosco e algumas são visíveis nos cabelos e na pele (raízes ADN), outras nos modos de ser e de pensar (raízes familiares, socioculturais, etc...)
Se temos esta ou aquela características devemos aprender pelo menos a respeita-la. Mas ninguém está satisfeito com o que têm, não é verdade?! (eu mesma já encaracolei com química o meu cabelo duas vezes... shiuuuu)

O peso dos media e não só, mas sobretudo da TV, do cinema, da música e do que está à volta da mesma sobre as crianças e os jovens é sobejamente conhecido por todos nós. Verificamos que cada vez mais novos, rendem-se às modas ditadas por desenhos animados, estrelas de TV, Hollywood's e MTV's (algumas estrelas (de)cadentes), por redes sociais e por mais qualquer indústria que ali encontra facilmente um publico consumidor pouco ou nada crítico.

Estão a pensar nos filhos?! Não... estava a falar dos pais!!!!

Os pais que compram tod@s @s bonec@s, brinquedos e acessórios (mochilas, estojos, lençóis, toalhas de banho, roupa, .......................................................) dessas "estrelas" e que não têm um pensamento crítico sobre o peso que as mesmas têm na auto-imagem dos seus filhos, na sua auto-aceitação.

Durante décadas, a Disney só tinha princesas de cabelos compridos e lisos, pele clara e corpo esguio. Quantas de nós não nos identificamos mas adorávamos poder ser como elas. Como a Barbie: quase sempre loira e com cabelos mais uma vez longos e lisinhos. Como as pinipons (não havia nenhuma com caracóis pois não?!).

Com o passar do tempo, e já depois das nossas infâncias quase de certeza, começámos a ver que a Disney, por exemplo, tem procurado mudar o seu "paradigma nas princesas". Talvez porque alguns daqueles pais-consumidores levantaram as suas vozes e deram força aos dedos para fazer correr tinta ou teclas. (Sabiam que os pais têm super-poderes??? Recentemente um grupo de pais fez teclas correrem no mundo cibernautico e conseguiu, ao que parece, que a Disney pense em incluir a Língua Gestual nos seus desenhos animados).

Se antes tínhamos por modelos a Cinderela, a Aurora, a Branca de Neve (sabiam que a minha Rainha quis ir de Branca de Neve num Carnaval- uma Branca Afro!), a Bela (do Monstro), a Ariel... com a Jasmine e a Pocahontas (princesas de tez mais escura) abriu-se caminhos para a Tiana, do filme A Princesa e o Sapo, uma princesa afroamericana. Confesso que gostaria que essa princesa fosse ainda mais afro, mas o filme caracteriza uma época onde ser afroamericano não era propriamente bom. Porém não esquecer que a Tiana é a primeira princesa africana da Disney. Depois dela chegou a Rapunzel, do Entrelaçados, que veio quebrar com o paradigma dos cabelos grandes e loiros! Termina o filme com o cabelo bem curto e cá entre nós bem mais prático e higiénico, que aquilo de andar com cabelo a arrastar pelo chão não é nada bom. Mas a princesa que eu mais adorei ver foi a Mérida, do filme Brave. Aquilo sim, é princesa que se digne! Muito pouco fadada a ser boa esposa, boa menina, bem comportada como não se quer uma princesa. (Já pensaram que até nisso havia uma mensagem nos nossos desenhos animados... princesas que limpam a casa, que obedecem ao pai e depois ao príncipe e que nunca têm o seu destino nas próprias mãos!) A Mérida além do visual tem um espírito diferente: é brava, não de zangada ou má mas de corajosa! E os cabelos? ENCARACOLADOSSSSSSSSS!!! E ruivos! E bravos como ela! Falta as princesas da Frozen, a Elsa e a Anna. Bom... estragam um pouco aqui minha análise mas... a verdade é também não podemos cair em extremos e a diversidade tem sido uma aposta.

Se esquecer as princesas e a Disney e for para outras personagens animados a diversidade cultural/racial aumenta: a Doutora Brinquedos, a Tip do filme Home (aí sim: mega afro natural), o Manny Mãozinhas (latinoamericano e com orgulho nisso), etc etc etc

Ou seja, as grandes indústrias têm de acompanhar a globalização e a tendência (Graças a Deus) que cada vez mais há para respeitar a natureza, a cultura e a identidade de cada um!

Eu não proíbo a Rainha de ver a Violetta (bierc) mas reforço várias vezes que o cabelo liso (que ela tanto gosta) não é o único bonito e que aquele estilo da Violetta... a própria vai cansar e querer mudar como aconteceu com a Hannah Montana.

Reforço "n" vezes que ao longo das nossas vidas vamos ter vários momentos em que adoramos ser quem somos e como somos, e outros em adorávamos ser totalmente diferentes. Isso é normal! Mudar é normal! Mudar é bom!

Só não é normal mudar tudo em mim para ser quem não sou. Querer ser como todos são (e pergunto-lhe sempre: "Quem são todos?"), quando ser igual, além de ser impossível, nem me torna especial! Ser diferente, que no fundo é que é o expectável, é ser ÚNICO!

A jeito de conclusão, ficou por falar muita coisa como por exemplo a importância destes episódios em criança na fase adulta e os papeis de género, cultura ou raciais ainda muito veiculados nos media.

Mas por agora já está - pausa para café!

Como diria alguém por aí... afrobeijos ;)


Penteados - take 1



Cheira-me que este post vai ficar muito grande e, por isso, à prevenção, vou dividi-lo em diferentes takes. Afinal são 5 anos de penteados desde o  totalmente errado ao estamos no bom caminho!

2010

Quando chegámos a África levava na mala umas fitas de cabelo, uns elásticos normalíssimos (digo: sem bolinhas como os da imagem), uns ganchos, pente e (pasmem-se) escova.
Mas o cabelo dela estava queimado e partido de uma espécie de desfrize que alguém lhe tinha feito... Com danos profundos no couro cabeludo das feridas que lhe causaram. (Falaremos mais tarde de desfrizes em crianças...)
Tinha de ter muito cuidado com o que fazia e procurar um estilo protetor. Optei por um puff pequenino, a jeito de totó.
Depois de permitir tirar os torcidos (muito provavelmente nunca tinha feito tal coisa) e lavar o cabelo com o tal shampoo de camomila, tratadas as feridas, foi hora de PENTEAR... (Coitada dela e de mim que só queria chorar por não saber o que fazer).
Em 2010, ou seja nas primeiras semanas de Rainha e mãe, usei o pente, fino (não havia outro), e escova, até perceber o crime que estava a fazer, o que não levou muito tempo. 
(Malta tive 3 dias para fazer malas e tratar da maior das aventuras das nossas vidas, OK?!)
A partir daí usava os dedos, desembaraçando os nós com todo o cuidado e com menos dor e cabelo partido possível.
Só queria Portugal e um cabeleireiro que ajudasse (levei 4 anos a encontrar um... Outro post).

2011

Chegados a Portugal, cortámos algum cabelo (o queimado) para acertar tamanho (porque parte do cabelo tinha partido a meio com o desfrize...) e fomos tentando hidratar profundamente além de continuar a cuidar do couro cabeludo.
Como o cabelo estava pequeno fazia puffs (1 ou 2 - o típico orelhas de Minnie) ou deixava solto com uns ganchos a enfeitar de lado (e ficava LINDA!).
Mas... O que vocês vêem na imagem era o real: rainha sentada no chão com ar de frete, eu no sofá, creme para pentear (leave-in) e acessórios (aos milhares para ela escolher).
Confesso que ficava linda e ela amava o resultado final (vaidosa....),  mas não gostava nada destes momentos... Claro! O puxar do cabelo, o amarrar com alguma força porque os estupores dos caracóis pequeninos atrás fugiam a toda a hora! Ah... Mas eu ganhava! Coitada...

O que aprendi rapidamente nesta primeira fase do pentear?

  1. Cabelo seco nunca! Pentear com pente só no banho.
  2. Tirar nós no banho e com acondicionador (à época usava quilos de amaciador e máscara)
  3. Os melhores elásticos são os das bolinhas e não se usam como os outros normais. Pode parecer estúpido mas eu não sabia usa-los no início. É agarrar o totó com a mão, segurar o elástico com essa mesma mão, geralmente pelo enfeite, e com a outra mão segurar a tal bolinha, dando voltas sem fim ao totó como se fosse um cordel. No fim, a bolinha passa por cima do enfeite, segurando definitivamente o cabelo. (É preciso um tutorial? Ou eu é que não sabia usar aquilo?)
  4. Evitar pentes, só com dentes largos e no banho.
  5. Escova num cabelo 4C... Eu não recomendo mesmo! ( cabelos com números e letras?! Pois... Pede post certo?)
  6. O meu melhor amigo chama-se leave in. Usámos resmas de marcas diferentes, de todos os feitios e preços... Uns eram super pastosos (brrrrrr) e deixavam muitos resíduos e outros eram fraquinhos... Lá está os tipos de cabelo afro. Até descobrir uns sprays ótimos no supermercado e mais recentemente uns de uma marca que amo (sim ... Farei outro post sobre marcas e produtos).

Com a hidratação e o devido tempo o cabelo foi crescendo até... Dar para fazer tranças! Outra aventura e muitas lições aprendidas! Mas isso fica para o take 2.

Para quem possa estar aflito e a pensar chamar a CPCJ por maus tratos capilares à Rainha... A Rainha hoje tem um afro lindooooo e super cuidado. Mas até aqui chegar houve uma história... Bem... Várias!


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O Blogue já está no Facebook!

A pedido de várias famílias...

https://www.facebook.com/acoroadaminhafilha


Mr. Google




Se já leram aqui no blogue a página "A Coroa, a Rainha e... eu" irão perceber o título desta mensagem. :D

Mr. Google foi o meu conselheiro n.º 1 desde que a Rainha chegou à nossa família.

"Ok. Tenho uma filha com um cabelo afro. Já sabias disso... não entres em pânico.... Calma... ora vamos lá ver que shampoo comprar... e amaciador... e pentear? Hummmmmmmm deve haver um site ou tutoriais no youtube!..."

(juro que estou a rir da minha santa inocência)

Como devem calcular não encontrei NADA sobre como tratar de um cabelo afro para crianças. E para adultos encontrei milhentas coisas, sendo que só se aproveitava um terço ou menos que isso.

Um parêntesis:
[Soubemos que era para viajar para África 3 dias antes e as horas que tivemos para tratar da viagem das nossas vidas foram poucas. Sabíamos de antemão que o cabelo dela estava mal tratado e que o couro cabeludo também. Daí... fui comprar shampoo e amaciador.... (digo isto a sussurrar)... à farmácia.
Expliquei por alto à Sra. farmacêutica o que estava a acontecer e que queria o melhor para o cabelo da minha filha: um cabelo afro e um couro cabeludo sensível que eu nunca tinha visto. A Sra. se estava na farmácia devia saber... pensei eu. Trouxe de lá um shampoo de camomila da Johnson. :D estão a ver o filme não estão?!]

Chegados a Portugal e já a saber que aquele shampoo era uma treta, pedi ao Mr. Google que pesquisasse bem o assunto... foram dias, semanas, meses, anos... a experimentar shampoos, amaciadores e máscaras até acertar. (Foi como o cabeleireiro, mas fica para outro post)

Onde é que encontrei alguma informação mesmo dirigida ao público infantil: Estados Unidos e Brasil.

O melhor que encontrei foi um blogue ( http://happygirlhair.blogspot.com/ ) nos Estados Unidos, feito por uma mãe como eu: branquela e sardenta. Enquanto as filhas eram pequenas ela alimentou o blogue com mais de 600 posts!!! Depois anunciou o fim do blogue e foi o fim da minha melhor fonte de todas! Hoje, se pesquisarem no google pelo nome do blog, encontrarão alguns vestígios noutros sites e blogues. Espreitem:

http://naturalselectionblog.com/2010/03/17/happy-girl-hair-interview/

http://www.happygirlhair.com/

http://afropuffsandponytails.com/for-parents-of-african-american-teen-girls/happy-girl-hair-hair-care-for-african-american-girls/

Toda contente anotava as marcas e pesquisava em lojas da especialidade em Portugal... nada! Contactava diretamente a marca à procura do representante e... NADA!

Por incrível que pareça, encontrei uma marca americana numa loja chinesa do Shopping Satélite, no Cacém. Depois não apareceu mais.

O cabelo da Rainha lá ia melhorando e crescendo com alguns dos produtos que ia comprando mas, nada especificamente para crianças. Aprendi a ler rótulos e a conhecer os ingredientes proibidos como o sal. Entre as sugestões para coroas adultas e o que o mercado português tinha, fomos experimentando algumas coisas que o Mr. Google nos indicava.

Ainda não sabia que havia afros diferentes... muito menos que são classificados com letras e números! :D 4C para mim poderia ser a indicação de uma porta... não de um cabelo! :D E também foi o Mr. Google que ensinou.

Apesar de encontrar dois terços de informações erradas (como produtos desfrizantes para crianças - sim isto também dá um outro post), o Mr. Google ainda é uma das minhas melhores ferramentas para continuar a estudar e a conhecer o cabelo da minha filha.

E vocês? O Google têm sido útil? Onde vão encontrar as vossas dicas? Qual a vossa melhor fonte de informação? Ou é difícil de encontrar para o público infantil? 

Partilhem aqui as vossas fontes e opiniões e talvez possamos estar a ajudar outras mães de Rainhas.

Ficará também prometido um post sobre que produtos gostamos mais cá em casa e quais já usámos mas não gostámos e porquê.

Bjs

Mãe sem coroa


Imagem: https://www.google.pt/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0CAUQjhxqFQoTCLmfg5mjtscCFUVcFAodtIUL0Q&url=http%3A%2F%2Fkialio.dreamwidth.org%2F16023.html&ei=4g3VVbmmLMW4UbSLrogN&bvm=bv.99804247,d.d24&psig=AFQjCNEhkOG7O6gVqXEK14xVtV4j6C6wBg&ust=1440112412852820

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Olá!




Olá!

Há quase 5 anos pensei em criar este blogue mas acho que primeiro precisava de passar por algumas aventuras...

"A Coroa da minha filha" é um espaço de todos os que, como eu, têm filh@s com coroas afro e bem ou mal têm tentado aprender a cuidar das mesmas com o devido respeito e amor.

Tentarei partilhar ao máximo o meu dia a dia nesta grande aventura que é ser mãe de uma Rainha com uma coroa afro com a particularidade que ela é a única na família com tal realeza. Estão a imaginar as nossas aventuras?! Irei falar de episódios passados e presentes, tentando fazer alguns artigos temáticos.

Vou tentar passar aqui o que tenho lido, investigado, conversado e aprendido com outras mães, outras filhas e alguns profissionais.

A ideia é criar um espaço materno-afro-friendly... :D O espaço que eu não encontrei até agora e por isso sempre quis criar.

Partilhem as vossas experiências, ideias e aventuras nesta temática ou temáticas relacionadas, fazendo comentários e partilhando o blog por entre quem vocês achem que também pode ajudar ou até ser ajudado.

Dentro do blogue há algumas páginas... para já uma: "A Coroa, a Rainha e... eu". São espaços fixos para serem melhor visualizados por quem chega. Podem encontrar na barra lateral.

Não se esqueçam de deixar comentários. :*


Mãe sem Coroa


(Imagem: http://pt.gravatar.com/chosn4one)